Gênesis (Amaro)

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A CipSoft publicou como artigo oficial do mês de maio de 2011, uma "versão alternativa" do gênesis do Tibia, contada por Amaro de Quester para sua suposta sobrinha, Vani.

[editar] O Gênesis

Ah, tio Amaro, eu encontrei este pergaminho em sua mochila. Parece bem velho. É seu testamento ou o quê? Vani se aproximou de mim com uma cara cheia de entusiasmo e curiosidade. Eu não pude evitar esboçar um sorisso quando ela me chamou de tio. Vários meses atrás, eu conheci uma jovem e afobada aventureira enquanto eu seguia para Edron. A paixão em seus olhos ao conversar sobre monstros ferozes, terras distantes e mistérios não solucionados me lembrou muito de mim nessa idade, e imediatamente senti que deveria lhe oferecer proteção e orientação. Desde então, temos viajado juntos e em muitas noites eu conto-lhe histórias ao redor da fogueira.

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"Meu testamento? Claro que não! Pode abrir." Eu dei-lhe um aceno encorajador. Ela abriu o pergaminho com muito cuidado e seus olhos se arregalaram de surpresa. E então, ela riu. "Mas por que você carrega um pergaminho cheio de rabiscos de uma criança?!" Ela apontou para os simples esboços no pergaminho. "Bem, eu fiz esses desenhos. Eu tentei imitar pinturas rupestres. Para dar aquele olhar antigo." Ela riu. "Mas... o que é isso? O que elas mostram? Hmm, eu sinto uma história aqui, Amaro!" Suspirei e me sentei ao lado dela. "Vani, você quer ser uma aventureira, mas você não sabe nada sobre seu passado." Eu peguei o pergaminho dela e coloquei no chão próximo de nós. "Elas mostram seu passado. Meu passado. O passado de todos os Tibianos. O gênesis!" Vani franziu a testa: "O gênesis? Ewwww! Eu não gosto de aulas de história, Amaro. Elas são muito chatas." "Você então não tem nenhuma idéia sobre o gênesis. É cheio de grandes histórias, emoções, batalhas sangrentas, criaturas ferozes, momentos heróicos... Nenhuma das minhas aventureiras chegam perto das proporções épicas do gênesis. "Minha voz ecoou pela noite. Vani riu defensivamente. "Certo, certo, Amaro. Conte-me o espírito da coisa. Mas não me dê a mesma velha história que você encontra em livros ou vou adormecer em alguns minutos. Eu gostaria de algum drama e ação, você sabe." "Então o gênesis é o lugar certo para isso. Aqui," Eu apontei para o pergaminho, "meus humildes desenhos vão nos guiar durante a noite."

"Tudo tem um começo, e nossa história começa quando os deuses mais velhos Fardos o Criador e Uman Zathroth saíram do grande vazio infinito. Cheio de poder criativo, Fardos desesperadamente se esforçou para criar vida. Contudo, todos seus esforços foram em vão, suas criações foram devoradas pelo vazio num piscar de olhos. Então ele pediu ajuda a Uman Zathroth, um deus que combinava duas metades desiguais em si mesmo. Guiado por sua paixão pelo conhecimento, Uman o Sábio ofereceu voluntariamente seus poderes mágicos, enquanto a outra metade Zathroth o Destruidor, corrupto por natureza, não sentiu nada, e com inveja e ressentimento, negou ajuda."

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"Há! Então é ele, certo?!!" Vani cruzou os braços. "Ele o quê?" "Você sabe, o mal supremo, o senhor do terror e das trevas, o pregador apocalíptico da condenação, o pecado original, o grande adversário do bem, o..." "Espera, Vani!" Eu balancei minha cabeça suavemente. "Eu apenas introduzi os primeiros deuses e você já está tirando conclusões. Não seja tão apressada! Deixe-me continuar..." "Mas eu tenho certeza que ele é o cara mau, eu sei disso." Ela murmurou, fazendo uma careta. "Sim, continue, tio Amaro, estou ouvindo..."

Bem, onde eu parei? Ah, sim! Então Fardos e Uman uniram forças para finalmente criar algo. Ainda assim, nenhuma de suas tentativas foi bem sucedida e o poder que eles gastaram verteu pelo vazio. Mas então, algo inesperado aconteceu e nenhum dos deuses conseguiu explicar o porquê. Uma deusa brilhante saiu do vazio, irradiando perfeita harmonia. Tibiasula. Fardos e Uman deram boas-vindas a beleza divina que aceitou com prazer trabalhar com eles. Zathroth, no entanto, estava cheio de ódio mas escondeu seus sentimentos.

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Finalmente, Uman teve a idéia de criar um fundamento firme para construir suas criações. Um ponto fixo no qual eles poderiam concentrar seu poder criativo. Ele inventou o conceito de tempo. Até mesmo Zathroth ficou intrigado pela idéia de colocar as coisas em movimento, e ele antecipou que o tempo eventualmente levaria à decadência e destruição. Então, pela primeira vez, todos os quatro deuses combinaram seus poderes e energias e criaram a coluna de cristal do tempo. A alegria de Fardos e Uman não durou muito tempo. Zathroth havia forjado secretamente um punhal envenenado com seu ódio e a natureza ingênua de Tibiasula fez dela a presa perfeita. Um dia, ele emboscou ela e enfiou o punhal em seu coração. A harmonia foi quebrada. Como a vida dentro dela estava morrendo, os quatro elementos, fogo, água, ar e terra foram drenados de seu corpo. Chocados e desesperados, Fardos e Uman tentaram salvá-la, mas no final, tudo que eles conseguiram fazer foi lançar uma poderosa magia para unir seus restos mortais a coluna do tempo. Eles teceram os elementos em poderosas linhas, formando assim a primeira criação original.

O elemento de terra formou o Tibia, a terra fértil, enquanto o mar azul foi criado de Sula, o elemento água. O ar transformou-se em uma brisa suave, protegendo as terras e o mar enquanto o fogo aquecia-os. Todos os elementos estavam cheios de vida, mas eles eram também selvagens, e nenhum deles se assemelhava a natureza delicada de Tibiasula. No entanto, Uman e Fardos descobriram que os elementos carregavam a semente da vida. Unindo-os, os deuses eram capazes de criar novas entidades. E assim fizeram, nascendo os deuses menores. Fafnar e Suon, Crunor o Senhor das Árvores, Nornur o Deus do Destino e Bastesh a Senhora do Mar."

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"Fafnar e Suon? Oh, eu ouvi falar deles. Eles estão perseguindo um a outro através dos céus para sempre, por isso existe o dia e a noite. Ela é um pouco atrevida, não? Incendiou o mundo com seu fogo e atacou a pobre Deusa do Mar Bastesh ferozmente..." Vani parecia orgulhosa. "Oh, sim, a guerra entre Fafnar e Suon... mas uma única noite não é longa o bastante parate contar todas essas histórias então vamos no concentrar no gênesis." "Sim, sim, continue. E que tal Zathroth? Ele também... você sabe... se uniu com um elemento?" Não, não com um dos elementos. Mas as forças destrutivas de Fafnar o agradaram muito, e, como já era de se sperar, ele a seduziu. O fruto dessa união foi Brog, o Feroz Titã, furioso e selvagem como a mãe. Um fogo ardente que queimava no fundo de seu peito tornava-se cada vez mais incontrolável ao longo do tempo, incessantemente. Um dia, ele conseguiu liberar toda a dor com uma chama mágica repleta de raiva. E então, Garsharak, o primeiro dragão, passou a existir. Fascinado por sua criação, Brog criou mais vida, desta vez para sua própria imagem: os ciclopes. Seu poder de criar vida chamou a atenção de seu pai Zathroth, cujos poderes de criação eram bem pobres. Ele incentivou Brog a continuar com seus esforços e então os trolls, goblins e finalmente sua obra prima, os orcs, se espalharam pelo mundo.

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Os capangas de Zathroth em pouco tempo espalhariam a destruição em qualquer lugar que passassem. Para impedir a devastação das bonitas terras de Tibia, alguns dos deuses inferiores criaram suas próprias criaturas para proteger Tibia. Mas mesmo assim, nem os lobos, nem as cobras e nem as aranhas venenosas eram poderosas o bastante para encarar as devastadoras hordas. Mas então, a era dos dragões começou. Justo quando os orcs estavam a ponto de dominar todo o Tibia, Garsharak enviou seus parentes para conquistar as terras e comandar todos os outros. Incontáveis exércitos de orcs e ciclopes caíram diante dos poderosos dragões e seu sopro flamejante. Porém, os dragões também sofreram inúmeras derrotas, e, em pouco tempo, todas as raças estavam competindo entre si numa luta épica pela sobrevivência. Uma enxurrada de morte tomou conta de Tibia. Havia pilhas de corpos e rios de sangue em qualquer direção que você olhasse.

Embora Fardos e Uman não se importassem com as criações massacradas de Zarthroth, eles sabiam que os corpos estavam prestes a sugar toda a vida. No entanto, Zarthorth interrompeu seu plano de criar um novo deus para cuidar dos corpos mortos. Disfarçado de Uman, ele se uniu com a terra e Urgith, o Mestre dos Mortos-Vivos nasceu. Com seu ímpio poder ele reviveu os corpos para um estado de morte-viva e os transformou em criaturas sem vontade própria, seguindo ordens e se alimentando de vida com uma fome que parecia insaciável. Devido aos inúmeros corpos mortos que se acumularam, o exército morto-vivo de Urgith se espalhou pelas terras de Tibia em pouco tempo. Fardos e Uman estavam horrorizados com a visão de sua criação sendo devastada pelos mortos-vivos. Então Uman se apressou para se unir com a terra, como planejado. No entanto, seu filho Toth, o Guardião das Almas, não conseguiu parar o mal. Apesar de todos os seus esforços para guiar as almas torturadas para o pacífico “outro mundo”, Urgith e seus servos mortos-vivos continuaram a dominar Tibia.

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"Amaro, isso é rude! Você pode por favor passar por esta parte rapidamente?" Eu ri da cara de nojo de Vani. "Não se preocupe, Vani! Fardos e Uman não vão ceder tão facilmente. Eles tentaram criar uma sensível raça suficientemente forte e disposta a enfrentar as abominações de Urgith. Eles criaram raça após raça, mas todas elas foram derrotadas pelos cadáveres ambulantes. A maioria dessas raças antigas foram eliminadas completamente e desapareceram no esquecimento, exceto os elfos e os anões que pelo menos conseguiram sobreviver de alguma forma. Zathroth se alegrou com todo esse caos e destruição, ainda mais quando algumas destas criaturas caíram nas suas tentações e trocaram de lado. Dizem que Fardos e Uman puniram os traidores sem piedade. Alguns até acreditam que estas criaturas foram as que mais tarde Zathroth transformou nos primeiro demônios.

Eventualmente, porém, Fardos e Uman criaram uma raça marcada por muito mais flexibilidade do que qualquer outra raça criada antes. Banor, o Guerreiro Divino, e com ele nasceram os seres humanos. As habilidades de luta de Banor eram incomparáveis​​. Ele era um knight glorioso, um lendário líder. Os seres humanos se adaptaram às condições ásperas e assumiram a luta contra o seguidores de Zathroth e a legião profana de Urgith.

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Numerosas batalhas furiosas aconteceram, sem nenhuma piedade. Fardos e Uman tentaram ajudar Banor e os seres humanos a virar a maré de sorte. Uman ensinou aqueles que estavam dispostos a aprender arte da magia, surgindo assim a vocação de sorcerers. Crunor, o Senhor das Árvores, se ofereceu para ensinar os segredos da vida e muitos humanos seguiram a vocação de druids. Com sua esposa Kirana, Banor criou sua filha Elane, que aprendeu de maneira formidável as artes de combate à distância quanto a misteriosa arte da magia. Ela foi a primeira nobre paladina. Mas, apesar dos esforços combinados e diversos poderes das quatro vocações, os seres humanos muitas vezes sofriam uma derrota quando Banor estava ocupado em outra batalha e eles tinham que lutar sem o seu líder corajoso. Então, Banor pediu aos deuses por ajuda novamente. Eles criaram o portal das almas: um misterioso e mágico portão que permite que as almas de outras dimensões entrem no reino de Tibia na forma de heróis humanos.

Com a ajuda desses heróis, a raça humana chegou à beira da vitória contra as hordas de mortos-vivos. Confrontados com a superioridade humana, os mortos-vivos, orcs, dragões e todas as outras raças, de repente decidiram colocar suas diferenças de lado e unir forças contra a humanidade. Uma trégua foi assinada, e mais uma vez, o Tibia foi colocado em um estado de guerra. A raça humana lutou contra os seus inúmeros inimigos e foi forçada a recuar e buscar abrigo em cidades fortificadas. No entanto, eles não foram derrotados. Surpreendentemente, um estado de equilíbrio foi alcançado entre os humanos e os seus inimigos. A vida humana começou a florescer dentro dos limites das cidades. No entanto, criaturas ferozes e hostis nunca deixaram de existir. Os inimigos não ficavam apenas fora das cidades. Alguns humanos começaram a se voltar contra sua própria espécie, e inúmeros heróis perderam suas vidas no campo de batalha desde então. Assim, ainda hoje, os heróis são necessários para lutar por um futuro melhor."

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Vani olhou pensativa. "Eu me pergunto se Zathroth ainda persegue uma espécie de plano maligno para trazer destruição total ao Tibia?" "Bom, acho que só podemos esperar que tudo o que o futuro trará, nós estaremos prontos para enfrentá-lo." Vani sorriu. "De fato. Essa foi uma história inspiradora, Amaro. E eu estou pronta para fazer a minha parte como meus antepassados ​​fizeram a sua." Ela olhou para o céu à noite e eu acenei com confiança. "Não muito tempo até Fafnar e Suon continuarem a perseguir um ao outro através do céu, Vani. Eu acho melhor você dormir um pouco agora. Eu vou cuidar do fogo para ele não apagar. E talvez vou tentar melhorar um pouco mais as minhas habilidades de desenho."

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